segunda-feira, julho 10, 2006

Pensamento acerca da vida


Na vida o que realmente vem a ser significativo são os momentos...
em meio a tantos dias, anos, décadas e vidas...
nas nossas memórias o que mais recordamos são aqueles
que se escondem no mais recôndito de nossas almas,
os quais guardam consigo paixões,alegrias e tristezas.
Estes são como marcas no corpo, cada um tem sua história e seus motivos, embora muitas vezes incompreendidos, assim como infinitas coisas, as quais descobrimos que nem toda uma vida traria significado, e que mesmo assim não deixam de existir.
Esses momentos trazem consigo um ar saudosista. Que nos leva as vezes à loucuras, que buscam ter novamente, o prazer pelo tempo roubado. E assim prosseguimos nesta vida cheia de dores e delícias, buscando em cada pessoa, em cada lugar algo que venha a nos deleitar, nos fazer vivos a cada dia que restar desta vida.
Levo comigo grandes lembranças, emaranhadas em gozo e satisfação, sinto prazer a cada novo instante que me propícia felicidade, assim como também levo comigo minhas incertezas, dores e saudades das coisas incompletas, desta última tenho maior tristeza, pois quando penso que já se esvaiu é nestes momentos que renascem de forma mais intensa e profunda em meus mais sinceros sentimentos.
Desta vida uma coisa mais me assusta... O fato de em algum momento mais a frente me sentir como alguém que perde a viagem, ou como alguém que um dia quis, mas percebe que não teve pelo fato de somente olhar e querer e deixou as coisas passarem pelo medo de tentar.




Roberto Dantas




O doce não seria doce sem o amargo...

sábado, julho 08, 2006

Versos Íntimos


Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro da tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é véspera do escarro.
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nesta boca que te beija!


Augusto dos Anjos