sexta-feira, agosto 31, 2007

Dias que passam e convergem em um novo dia...
assim segue a vida e a cada ciclo nos confrontamos com novas adversidades,
e ainda trazemos conosco uma ampla bagagem,
nossas alegrias e tristezas, desejos, anseios, acertos...
nossos medos e erros que não deixam de existir,
agregam-se a novos atributos a cada dia que passamos sob o sol.

Morrendo repetidas vezes ao anoitecer...
nascendo a cada amanhecer...como o sol.
A morte difere do fato de não haver um amanhã.
O que pode representar alívio ou desespero depende do que se espera do viver.

Ao olhar as estrelas nos maravilhamos com o brilho resplandecente que emanam,
e muitas vezes nem sabemos se ainda ao menos existem.
Assim somos nós, tanto no sentido do viver que pode permanecer lembrado,
por muito tempo, mesmo não mais vivendo, persistem em refletir sobre os que nos cercaram.
Assim pode se aplicar aos sentimentos, momentos e atos que levamos por toda uma vida...
mesmo que tenham sido tão breves quanto um instante.

O viver reside em colecionar esses momentos que são singulares em nossas vidas,
mesmo sendo breves, confusos ou ainda incompreensíveis, sem medo de encará-los
pelo medo de ser tragado enquanto ainda estamos a nos deliciar.

Roberto Dantas

terça-feira, agosto 07, 2007

Em um momento temos em mente todo o sentimento, logo em seguida conseguimos transpor toda a universalidade do que um dia foi, o tempo em sua continuidade, paradoxalmente consegue nos ludibriar com a possibilidade de ser atemporal.
No ínterim da questão adentramos em um universo paralelo entre o sentir e o pensar, e assim já não sabemos por onde estamos a caminhar.
É interessante como o abstrato nos pareça tão real e respectivamente o concreto nos pareça tão irreal, dentro dos pensamentos e idéias que projetamos no decorrer dos dias que nos sucedem na terra sobre o sol, consumindo está dádiva que chamamos de presente.
Sim e não, podemos explorar este conceito dualista em várias facetas na vida, já que em tudo temos que decidi sobre qual a melhor decisão em cada momento e assim seguimos a vida sempre com a mesma condição até chegar à condição inversa da vida, o padecer. Não decidir, isso ou aquilo, consiste em desespero, já que nos torna incapazes de poder prosseguir nesse universo dualista que chamamos de viver.

Roberto Dantas