As vezes me pergunto o porque de atentar para detalhes, muitas vezes despercebidos pelos demais, qual a glória disto? Ou ainda qual o sentido em fazer com que tais fatos tenham sentido? Ou ainda, por que torná-los importantes?
A quem diga que nossas vidas não passem de uma constante variável, na qual divagamos entre o infinito de possibilidades deste universo, no entanto, nos confrontamos muitas das vezes com o mesmo fato antes ocorrido, não obstante percebemos que estamos sempre agindo da mesma maneira, cometendo os mesmos erros e amargando as mesmas dores.
É magnificamente espantoso como alguns instantes podem representar todo o prazer, do qual anseiamos em toda uma vida e ao mesmo tempo nos perguntamos, por que tanta celeridade em esvair sob o tempo? De fato seguimos pelas estradas da vida, e em determinada fase desta jornada, podemos compreender que nossa história, realmente só faz sentido, quando sabemos dar o devido valor aos breves momentos, aqueles que nascem com um sorriso e findam-se nisso, ou ainda quando o riso antecede as lágrimas, quando projetamos toda paixão em um beijo e em seguida somos aplacados com o adeus.
Breves momentos...que sentido ou qual razão teria o viver sem eles?
Bom mesmo é poder levá-los na lembrança, desde o mais singelo, ao mais intenso.
Assim disse um grande filosófo: - Não era nada, mas era o suficiente.
Roberto Dantas