segunda-feira, outubro 30, 2006

“A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida...
Quando se vê, passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando,
pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor, que está muito a minha frente,
e diria que eu amo... Dessa forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo de que gosta devido à
falta de tempo. Não deixe de ter as pessoas ao
seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá, será a desse tempo que,
infelizmente... nunca mais voltará."

Mário Quintana

terça-feira, outubro 24, 2006

Questionamentos incansáveis


As respostas se perdem em meio ao emaranhado de questões que adentram ao meu pensamento insólito e vago em sua amplitude. Queria eu poder repousar em meio aos devaneios e neles buscar não a resposta e sim a compreensão que me propiciará a calma nesta incessante procura do que se sente mas não se sabe, do que se vê mas não é compreendido, das constantes perguntas que insistem em permanecer em nossos ideais.
Começamos na vida vendo e sentindo os acontecimentos passarem adiante perante nossos olhos hesitando, e assim convivemos com sombras que nos acompanham por longos ou infínduos períodos que mantém as incansáveis perguntas que de forma intrigante não se calam e que nos fazem ver na vida algum motivo de prosseguir no constante aprender que nos é oferecido pela dádiva da vida.
De maneira paradoxal ao sentimento que estes questionamentos me causam, surge em mim uma conformação que não me leva a desistir do desígnio de desvendar tais mistérios, mas sim a me confortar e em meio a tudo não me perder nos devaneios da loucura, de forma sucinta, percebo que tais questionamentos me fazem sentir mais vivo, me tornam à lembrança, a realidade que devido a tais questionamentos sou humano e que pelo fato de não ignorá-los, pertenço aos que buscam entender melhor o viver, que fazem a vida ter sentido, ou pelo menos buscam um dia ter isso. Estes que não passam pela vida ou que ainda contemplaram a vida, e sim viveram.


Roberto Dantas