Se pudéssemos pular etapas em nossas vidas, ou ainda ignorar certos momentos que nos são inconvenientes, de certo viríamos a conquistar breves instantes de contentamento próprio. No entanto ainda assim devemos nos indagar. Há propósito nos infortúnios? Se observamos atentamente eles são pedaços de uma obra maior, as nossas alegrias e tristezas, incertezas e verdades são parte do que somos, e assim são alicerces de nossas vidas. Lembremos que os infortúnios são frutos e que o semeiar é alternativo, porém a colheita é obrigatória.
Roberto Dantas
sexta-feira, julho 13, 2007
E como diria o grande Chico, “Pois é então fica o dito e o redito pelo não dito... Pois é, então...” por entre o viés dos sentimentos e desejos nos confrontamos com experiências que embora amargas, seja de grande significância para essa constante obra que se molda com o passar dos anos, a qual chamamos de vida. E porque não trazer à notoriedade a percepção do amargo? Se observarmos no ínterim da questão, veremos que a maestria desta obra está nos detalhes que a adornam, embora hoje belos, um dia foram lapidados e custaram a um trabalho árduo para que hoje pudéssemos nos admirar com sua beleza. Não desmereço assim o valor das virtudes que não foram dolorosas para sua conquista, só desejo prestar a devida homenagem a cada conquista.
Em verdade confesso que por inúmeras vezes tentei fugir dos devaneios que me cercam e mesmo latentes, paradoxalmente se mostram tão presentes e inquietam de forma proporcional ao meu ato de ignorá-los. Assim sinto a necessidade de sanar tal agonia, como dizia o filósofo em seu personagem Zaratustra, “Ame o que não pode ser mudado”, tal ato pode representar algo difícil ou impossível de superar, mas como o mesmo também diria “ É preciso ser Super-Homem para entender ou superar tais coisas”. Por quantas vezes nos encontramos em conflitos com a nossa própria essência devido ao fato de seguirmos sem perceber, com um “Eu” moldado pelos anseios e o desejo de sanar os erros dos que foram antes de nós, este “Eu” que não projetamos nem desejamos, no entanto o carregamos. É o pensamento que perdura pela humanidade... ”Ser ou não ser” ou ainda saber o que deveríamos buscar ser. Não um ser regido pela inércia, que segue na mente das massas populares nos seus conceitos e preceitos em consenso, e sim aquele que brota do mais profundo da fonte dos anseios e intentos.
De certo que, os temores das dores já vividas nos trazem a hesitação do por vir, no entanto são essas circunstancias que nos fazem renascer e romper os limites que nos impõem. Tenhamos em mente o pensamento “Navegar é preciso; viver não é preciso”, para assim suportar as tormentas da vida.
Roberto Dantas
Em verdade confesso que por inúmeras vezes tentei fugir dos devaneios que me cercam e mesmo latentes, paradoxalmente se mostram tão presentes e inquietam de forma proporcional ao meu ato de ignorá-los. Assim sinto a necessidade de sanar tal agonia, como dizia o filósofo em seu personagem Zaratustra, “Ame o que não pode ser mudado”, tal ato pode representar algo difícil ou impossível de superar, mas como o mesmo também diria “ É preciso ser Super-Homem para entender ou superar tais coisas”. Por quantas vezes nos encontramos em conflitos com a nossa própria essência devido ao fato de seguirmos sem perceber, com um “Eu” moldado pelos anseios e o desejo de sanar os erros dos que foram antes de nós, este “Eu” que não projetamos nem desejamos, no entanto o carregamos. É o pensamento que perdura pela humanidade... ”Ser ou não ser” ou ainda saber o que deveríamos buscar ser. Não um ser regido pela inércia, que segue na mente das massas populares nos seus conceitos e preceitos em consenso, e sim aquele que brota do mais profundo da fonte dos anseios e intentos.
De certo que, os temores das dores já vividas nos trazem a hesitação do por vir, no entanto são essas circunstancias que nos fazem renascer e romper os limites que nos impõem. Tenhamos em mente o pensamento “Navegar é preciso; viver não é preciso”, para assim suportar as tormentas da vida.
Roberto Dantas
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