Questionamentos incansáveis
As respostas se perdem em meio ao emaranhado de questões que adentram ao meu pensamento insólito e vago em sua amplitude. Queria eu poder repousar em meio aos devaneios e neles buscar não a resposta e sim a compreensão que me propiciará a calma nesta incessante procura do que se sente mas não se sabe, do que se vê mas não é compreendido, das constantes perguntas que insistem em permanecer em nossos ideais.
Começamos na vida vendo e sentindo os acontecimentos passarem adiante perante nossos olhos hesitando, e assim convivemos com sombras que nos acompanham por longos ou infínduos períodos que mantém as incansáveis perguntas que de forma intrigante não se calam e que nos fazem ver na vida algum motivo de prosseguir no constante aprender que nos é oferecido pela dádiva da vida.
De maneira paradoxal ao sentimento que estes questionamentos me causam, surge em mim uma conformação que não me leva a desistir do desígnio de desvendar tais mistérios, mas sim a me confortar e em meio a tudo não me perder nos devaneios da loucura, de forma sucinta, percebo que tais questionamentos me fazem sentir mais vivo, me tornam à lembrança, a realidade que devido a tais questionamentos sou humano e que pelo fato de não ignorá-los, pertenço aos que buscam entender melhor o viver, que fazem a vida ter sentido, ou pelo menos buscam um dia ter isso. Estes que não passam pela vida ou que ainda contemplaram a vida, e sim viveram.
Roberto Dantas
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