quinta-feira, junho 21, 2007

Variáveis opostas

Em meio ao esmo, cercado de devaneios vãos,
Inebriado pelas magoas e dissolvendo-me nas tempestades da alma,
almejando saciar a avidez que trago comigo inquietantemente...
desde que aceitei entrar nesta dança que periga a solidão.

Assim vejo esvair o tempo que me atormenta em sua constância,
persiste em seguir levando consigo os momentos que nos deliciam,
fico a me indagar por que tarda à tragar a amargura,
já que com tanta celeridade levas o doce...

Não obstante sigo neste universo onde o horizonte se dissipa,
perante esses olhos que já não sabem no que crer,
pois não consegue dissociar o real do ilusório,
ou ainda, já não queira mas a isso compreender.

Pensar ou sentir...
Acreditar ou desacreditar...
Verdade ou mentira...
É relativa a necessidade da compreensão.

Roberto Dantas

2 comentários:

i.s. disse...

Olá, Roberto! Muito obrigada pelo tempo que gastou para ler meus escritos. É bom saber que tem quem se importe e reflita sobre o que nós dizemos.
Gostei muito de seu comentário.
"Assim torna-se relativa a idéia de liberdade, onde a mesma pode se configurar um enlace por algo que talvez nem o quisessemos, no entanto levamos como parte de nosso fardo."
Muito bom!
Visitarei outras vezes, tb, seu blog!
E, valeu pela atenção!

i.s. disse...

p.s.Gostei muito da poesia!