Em um momento temos em mente todo o sentimento, logo em seguida conseguimos transpor toda a universalidade do que um dia foi, o tempo em sua continuidade, paradoxalmente consegue nos ludibriar com a possibilidade de ser atemporal.
No ínterim da questão adentramos em um universo paralelo entre o sentir e o pensar, e assim já não sabemos por onde estamos a caminhar.
É interessante como o abstrato nos pareça tão real e respectivamente o concreto nos pareça tão irreal, dentro dos pensamentos e idéias que projetamos no decorrer dos dias que nos sucedem na terra sobre o sol, consumindo está dádiva que chamamos de presente.
Sim e não, podemos explorar este conceito dualista em várias facetas na vida, já que em tudo temos que decidi sobre qual a melhor decisão em cada momento e assim seguimos a vida sempre com a mesma condição até chegar à condição inversa da vida, o padecer. Não decidir, isso ou aquilo, consiste em desespero, já que nos torna incapazes de poder prosseguir nesse universo dualista que chamamos de viver.
Roberto Dantas
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3 comentários:
Olá Roberto.
Eu ia perguntar a vc, sobre o seu último comentário lá no meu blog, o que te levou a pensar que fiz algumas escolhas que, possivelmente, não me deixaram satisfeita. Mas após ler o que escreveu aqui, posso-lhe explicar (ou melhor, já traduzistes o que me inquietava naquele momento). Acontece que a impossibilidade de escolhas é uma das coisas que me tiram o sono, já que nem sempre podemos realizar aquilo que pensamos. Assim como vc explicou sobre a dualidade entre o que consideramos "concreto" ou "irreal", e como nós nos relacionamos com estes dois "mundos" (que, na verdade são perspectivas), tenho q ponderar mais algo, outra dualidade: aquilo que ao mesmo tempo queremos e não queremos ( ou melhor, achamos que não podemos). Então, acho que não fiz escolhas, apesar de o que transparece para as pessoas seja exatamente isto. Eu não sei se machuquei alguém, e isto me angustia demais. Esta nunca foi minha intenção.
O que queria, na verdade, é que as pessoas não achassem que fui arbitrária, vil, que menti, ou que os meus sentimentos tenham sido falsos, inventados.
Mas, talvez, esta resposta só consiga descobrir há muitos e longos anos. Mas, pode ser que as coisas sejam mais fáceis e amenas, e seja eu que complique... "quem sabe nossos dragões não sejam moinhos de vento..."
bj
Ilane
oops..erro meu! as respostas não buscarei no passado(mesmo sabendo q para entender o agora é necessário saber o q aconteceu outrora)... mas, acho que só encontrarei respostas daqui a muitos e longos anos (no futuro) e não há tempos longínquos(no passado). Só vi agora q coloquei assim... troquei o ‘a’ pelo ‘há’, da mesma forma que, muitas vezes, troco os pés pelas mãos..rs
Té mais, Roberto!
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