sábado, outubro 13, 2007

"Ainda pior que a convicção do não, ou a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase!
É o quase que me incomoda,que me entristece,que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.
A paixão queima,o amor enlouquece,o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor. Mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Para os erros há perdão, para os fracassos, chance, para os amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando... Fazendo que planejando... Vivendo que esperando... Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."

Autor desconhecido

Certo dia, em um das minhas venturas tive a oportunidade de conhecer e viver o sentido de uma frase ao mesmo tempo, ao ler num mural o texto: " Não arriscar nada é arriscar tudo". De forma similar estava a me deparar com uma situação pertinente a esta hesitação, está que nos permite com a simples atitude de permanecer inerte e deixar que o mar siga o seu rumo e que as ondas tracem o curso do barco a velejar.
Quem saberá quando agir? Ou ainda quando retrair? O importante disto tudo é preencher a hesitação com coragem de irromper com o desconhecido sem medo de cair, e caindo ter a dignidade de prosseguir com o mesmo espírito, por um bem maior. Uma vida empírica, colecionando os momentos da vida e assim sentindo o gosto de ter vivido cada momento e não apenas observado como mero expectador.

Roberto Dantas

2 comentários:

i.s. disse...

Tudo bem Roberto?
Estou aqui. Mas não tô 'sintonizada' no MSN não, tô aqui meio inquieta. Li o comentario e os textos acima.
O quase é algo que me incomoda. Como já diria Pessoa, sê tudo em tudo que fazes, pois a lua brilha em todos os lagos porque alta vive(escrevi de forma livre)
Mas é terrível mesmo se sentir impotente ante a algumas coisas. Somos seres sociais e dependemos dos outros, mas às vezes parece que as decisões são unilaterais.Isto só acontece quando há uma falha(ou falta) de comunicação.
Mas às vezes sinto q não tenho mais nada a dizer. Minha fonte secou. Sinto-me impotente. Talvez seja o motivo do meu silêncio(além de alguma tristeza)

Té mais
Bjo

Anônimo disse...

Simplismente adorei o texto. Como o quase é um nada nessa vida. Quase amei, quase sorri, quase lutei, quase... simplismente quase!
Vivemos acomodados com medo de arriscar, pois temos resistência ao novo, temos medo de que a nossa vidinha sem graça saia do nosso controle e simplismente permanecemos imóveis perante as oportunidas que nos sorriem, por simples medo.
Tem um texto muito legal que retrata isso. Espero que goste:
Se existem três sapos numa folha, e um deles decide pular da folha para a água, quantos sapos restam na folha?
A resposta certa é: Restam três sapos. Porque o sapo apenas decidiu pular. Ele não fez isso.

Nos não somos como o sapo, muitas vezes? Que decide fazer isso, fazer aquilo, mas ao final acabamos não fazendo nada?

Na vida, temos que tomar muitas decisões. Algumas fáceis; algumas difíceis.

A maior parte dos erros que cometemos não se devem a decisões erradas. A maior parte dos erros se devem a indecisões. Temos que viver com a conseqüência das nossas decisões. E isto é arriscar. Tudo é arriscar.

Rir é correr o risco de parecer um tolo.
Chorar, é correr o risco de parecer sentimental.
Abrir-se para alguém é arriscar envolvimento.
Expor os sentimentos é arriscar a expor-se a si mesmo.
Expor suas idéias e sonhos é arriscar-se a perdê-los.
Amar é correr o risco de não ser amado.
Viver é correr o risco de morrer.
Ter esperanças é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de falhar.

Os riscos precisam ser enfrentados, porque o maior fracasso da vida é não arriscar nada. A pessoa que não arrisca nada, não faz nada, não tem nada, é nada. Ela pode evitar o sofrimento e a dor, mas não aprende, não sente, não muda, não cresce ou vive. Presa à sua servidão, ela é uma escrava que teme a liberdade. Apenas quem arrisca é livre.

O pessimista, queixa-se dos ventos. O otimista espera que mudem. O realista, ajusta as velas.