terça-feira, agosto 07, 2007

Em um momento temos em mente todo o sentimento, logo em seguida conseguimos transpor toda a universalidade do que um dia foi, o tempo em sua continuidade, paradoxalmente consegue nos ludibriar com a possibilidade de ser atemporal.
No ínterim da questão adentramos em um universo paralelo entre o sentir e o pensar, e assim já não sabemos por onde estamos a caminhar.
É interessante como o abstrato nos pareça tão real e respectivamente o concreto nos pareça tão irreal, dentro dos pensamentos e idéias que projetamos no decorrer dos dias que nos sucedem na terra sobre o sol, consumindo está dádiva que chamamos de presente.
Sim e não, podemos explorar este conceito dualista em várias facetas na vida, já que em tudo temos que decidi sobre qual a melhor decisão em cada momento e assim seguimos a vida sempre com a mesma condição até chegar à condição inversa da vida, o padecer. Não decidir, isso ou aquilo, consiste em desespero, já que nos torna incapazes de poder prosseguir nesse universo dualista que chamamos de viver.

Roberto Dantas

3 comentários:

i.s. disse...

Olá Roberto.

Eu ia perguntar a vc, sobre o seu último comentário lá no meu blog, o que te levou a pensar que fiz algumas escolhas que, possivelmente, não me deixaram satisfeita. Mas após ler o que escreveu aqui, posso-lhe explicar (ou melhor, já traduzistes o que me inquietava naquele momento). Acontece que a impossibilidade de escolhas é uma das coisas que me tiram o sono, já que nem sempre podemos realizar aquilo que pensamos. Assim como vc explicou sobre a dualidade entre o que consideramos "concreto" ou "irreal", e como nós nos relacionamos com estes dois "mundos" (que, na verdade são perspectivas), tenho q ponderar mais algo, outra dualidade: aquilo que ao mesmo tempo queremos e não queremos ( ou melhor, achamos que não podemos). Então, acho que não fiz escolhas, apesar de o que transparece para as pessoas seja exatamente isto. Eu não sei se machuquei alguém, e isto me angustia demais. Esta nunca foi minha intenção.
O que queria, na verdade, é que as pessoas não achassem que fui arbitrária, vil, que menti, ou que os meus sentimentos tenham sido falsos, inventados.
Mas, talvez, esta resposta só consiga descobrir há muitos e longos anos. Mas, pode ser que as coisas sejam mais fáceis e amenas, e seja eu que complique... "quem sabe nossos dragões não sejam moinhos de vento..."

bj
Ilane

i.s. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
i.s. disse...

oops..erro meu! as respostas não buscarei no passado(mesmo sabendo q para entender o agora é necessário saber o q aconteceu outrora)... mas, acho que só encontrarei respostas daqui a muitos e longos anos (no futuro) e não há tempos longínquos(no passado). Só vi agora q coloquei assim... troquei o ‘a’ pelo ‘há’, da mesma forma que, muitas vezes, troco os pés pelas mãos..rs

Té mais, Roberto!